
PAYSAGE INSULAIRE (PAISAGEM INSULAR)
“Toutes les images disparaîtront”
Annie Ernaux, Les Années, 2008
Annie Ernaux, Les Années, 2008
(PT)
Encontramos esse exercício igualmente em “Paisagem Insular” em que, a partir de uma ética que delineia seu percurso visual, Bárbara Bragato persegue as transformações, visíveis e invisíveis, pensando a respeito daquilo que emerge da ruína, sobre as camadas do tempo e da história que existem na superfície das coisas, ocultando e revelando mistérios. A artista captura esse insondável na imagem e nos brinda com “os cantos, as quinas, as dobras, as cascas, os tijolos pisoteados, os azulejos ausentes, as flores que germinam sob o cimento” lembrando que, nesses restos, algo sobrevive e insiste. O olhar de Bárbara Bragato revela o traço espectral de todas as presenças. Da investigação sobre as formas de desaparecimento da matéria e, da aparição de outra coisa que irrompe na imagem, o que é finito se transforma e alcança a dimensão poética.
parte do texto crítico da exposição A cidade não sabe seu nome, por Bianca Coutinho Dias
Texto na íntegra
Texto na íntegra
(FR)
Nous retrouvons ce même exercice dans "Paysage Insulaire", où, à partir d'une éthique qui dessine son parcours visuel, Bárbara Bragato poursuit les transformations, visibles et invisibles, réfléchissant sur ce qui émerge des ruines, sur les couches de temps et d'histoire qui existent à la surface des choses, occultant et révélant des mystères. L'artiste capture cet insondable dans l'image et nous gratifie des "coins, des arêtes, des plis, des écorces, des briques piétinées, des carreaux absents, des fleurs qui germent sous le ciment", rappelant que dans ces restes, quelque chose survit et persiste. Le regard de Bárbara Bragato révèle la trace spectrale de toutes les présences. De l'investigation sur les formes de disparition de la matière et de l'apparition de quelque chose d'autre qui surgit dans l'image, ce qui est fini se transforme et atteint la dimension poétique.
Traduction du texte critique de l'exposition A cidade não sabe seu nome, par Bianca Coutinho Dias



